Significado: Renascido, nascido de novo.
Renato é um nome de significado luminoso e profundamente cristão: do latim Renatus, 'renascido', evoca o renascimento espiritual do batismo, o nascer uma segunda vez para uma nova vida. O eponímio é São Renato de Angers, bispo do século V, cuja lenda de 'retorno à vida' reflete perfeitamente o sentido do nome.
Difundido por toda a Itália, sobretudo entre os anos 30 e 60 do século XX, Renato tem um sabor vintage e afetuoso, que remete a uma época de grandes artistas e canções imortais — de Renato Carosone a Renato Rascel, de Renato Zero ao pintor Guttuso, até ao Prémio Nobel Renato Dulbecco. É um nome que evoca a elegância de outrora e o talento.
Hoje, Renato é percebido como um nome quente, um pouco retrô e cheio de personalidade, que está a voltar em voga juntamente com o gosto por nomes 'da avó'. Evoca uma pessoa afável, sábia e simpática, com aquele toque de ironia benevolente que o torna imediatamente familiar.
Renato é uma alma que rejeita a estaticidade, levando consigo o peso sagrado do *Renatus*, o "renascido". Não é uma simples etimologia, mas um mapa existencial: cada um dos seus passos é um batismo, cada crise uma transformação. O arquétipo que o governa não é o guerreiro, mas o alquimista silencioso, aquele que sabe extrair o ouro das cinzas das suas derrotas passadas. O seu traço dominante é uma resiliência lúcida, uma capacidade de recomeçar que não esquece, mas transcende. Como dizia Nietzsche, "Aquilo que não me mata torna-me mais forte", e Renato encarna esta verdade carnal. Não procura a novidade por interesse passageiro, mas por necessidade vital de oxigénio. A sua festa, a 12 de novembro, coincide com o escurecer do ano, sugerindo uma alma que encontra a sua máxima expressão não no calor do verão, mas na profundidade reflexiva do crepúsculo. É um homem que não envelhece, regenera-se. A sua força reside na capacidade de ser, simultaneamente, raiz antiga e broto fresco. Não teme o vazio, porque sabe que é aí que nasce o novo. Um caráter que não pede permissão para existir, mas exige renascer, mais e mais vezes, com uma dignidade quase monástica.
Retrato lúdico, para levar com um sorriso.
No amor, Renato não procura a posse, mas a fusão. É um amante que sabe esperar, como quem sabe que a sementeira requer tempo. A sua sedução é lenta, tátil, uma abordagem que se insinua antes de se declarar. Ama a intensidade dos olhares mais do que as palavras, o silêncio partilhado como forma de intimidade suprema. O que o atordoa é a superficialidade, a pressa de quem ama para preencher um vazio em vez de partilhar um dom. Deixa-se conquistar pela mente feminina, por essa faísca de mistério que o chama a um novo renascimento. Não suporta as mentiras, porque a sua natureza de "renascido" baseia-se na verdade nua e crua. Quando ama, fá-lo com uma devoção quase religiosa, oferecendo-se corpo e alma sem reservas. Mas se traído, não explode: retira-se, fecha-se, como uma bolha que se desinfla. Não perdoa a infidelidade não por orgulho, mas porque para ele o amor é sacramento, e profaná-lo significa anular o seu próprio renascimento. Procura uma alma irmã, não um objeto de desejo.
Do latim Renatus, significa 'renascido, nascido de novo', com referência ao renascimento batismal.
A 12 de novembro, em honra de São Renato de Angers, bispo do século V.
É René, forma francesa do mesmo nome latino Renatus.
Sobretudo em Itália entre os anos 30 e 60 do século XX; hoje vive um redescobrimento como nome retrô.
Os mais comuns são Renatino, Rena e, na forma francesizada, Renè.
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