Significado: (O deus) Bel proteja o rei / a sua vida.
Baldassarre é um nome que evoca ouro, incenso e mirra: pertence, de facto, a um dos três Reis Magos, os sábios do Oriente que seguiram a estrela até Belém. É o rei frequentemente representado com a pele escura, portador da mirra, e com Gaspar e Melquior é protagonista da Epifania, a 6 de janeiro. Um nome, em suma, envolto numa atmosfera de conto de fadas e realeza, que exala viagem e presentes.
A origem é antiquíssima e babilónica, 'o deus Bel proteja o rei', e é o mesmo nome do soberano bíblico Baldasar, aquele do célebre banquete e da 'escrita na parede'. Na Itália, o nome tem uma longa tradição, sobretudo na Sicília e no Sul, onde ressoa solene e cerimonioso, e proporcionou figuras ilustres como o escritor renascentista Baldassarre Castiglione.
É percebido como um nome importante, imponente, um pouco fora do comum, que traz consigo uma aura de dignidade e magnificência. Quem o porta já tem no nome um título de rei dos Magos.
Baldassarre não é um nome que sussurra; é um império que se ergue, pesado e dourado, carregado de uma aura babilónica que evoca especiarias antigas e pó de estrelas. Portar este nome significa encarnar o arquétipo do Rei Sábio, aquele que lê o destino escrito nas paredes mas escolhe dançar de qualquer forma. A etimologia, que invoca Bel como escudo para o soberano, não oferece proteção passiva, mas uma coroa de responsabilidade. Baldassarre é um líder instintivo, guiado por um idealismo aristocrático que o leva a ver a beleza mesmo no caos. É uma alma de artista e estratega, capaz de transformar cada crise numa obra teatral. Como dizia Oscar Wilde, «A vida imita a arte muito mais do que a arte imita a vida», e Baldassarre vive esta verdade como um mantra: cada gesto é roteirizado, cada emoção é colorida. Não procura a simplicidade, mas a profundidade, a complexidade de um mosaico que só ele sabe decifrar. É uma alma que queima pela grandeza, alheia às pequenas coisas, protegida pelo seu próprio mito pessoal.
Retrato lúdico, para levar com um sorriso.
No amor, Baldassarre não pede permissão; conquista com a mesma maestria com que governa os seus sonhos. A sua sedução é lenta, quase ritualística, um entrelaçar de olhares que pesam como coroas de ferro e veludo. Não ama com leveza, ama com intensidade devastadora, procurando no outro uma musa digna de um trono. Ama a sensualidade como forma de arte, o toque como assinatura, a paixão como uma aliança sagrada. O que o excita é a inteligência, a audácia de quem ousa olhar para o vazio sem tremer. Cansa-o, no entanto, a mediocridade, a banalidade das conversas vazias, a falta de visão. Para ele, o sexo é um diálogo mudo e poderoso, onde as palavras são supérfluas e o corpo fala a língua universal do desejo. Não procura o conforto, mas a chama que consome e recria. Ama como se reina: com paixão, com possessividade elegante, com a consciência de que cada beijo é um pacto eterno.
Deriva do babilónico Bel-sar-usur, '(o deus) Bel proteja o rei'.
A 6 de janeiro, dia da Epifania, junto com os outros dois Reis Magos Gaspar e Melquior.
É o nome tradicional de um dos três Magos que adoraram o menino Jesus, aquele que ofereceu a mirra.
Não, os Evangelhos não os mencionam: os nomes Gaspar, Melquior e Baldassarre nascem da tradição posterior.
É raro e solene, mais difundido na Sicília e no Sul de Itália, frequentemente ligado à devoção da Epifania.
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