Significado: Dedicado a Marte / guerreiro.
Martino é um nome de raiz guerreira, nascido do deus Marte, mas a sua enorme fortuna europeia nasce de um gesto de paz: São Martinho de Tours, soldado romano que partiu ao meio o seu manto para cobrir um mendigo enregelado. É talvez a imagem mais célebre da caridade cristã, e tornou Martino um dos santos mais amados do continente.
Em Itália, o nome está ligado a mil tradições populares: a 11 de novembro celebra-se 'o verão de São Martinho', esse retorno do tempo ameno e agradável, e diz-se 'A São Martinho todo mosto se torna vinho'. Martino é também o nome de um grande papa, Martino V, que encerrou o Cisma do Ocidente.
Hoje, Martino vive um esplêndido renascimento entre os novos nascidos italianos: soa ao mesmo tempo antigo e fresquíssimo, doce e masculino, com aquele final em -ino que o torna afetuoso. É percebido como um nome elegante, gentil e sadio, perfeito para quem procura a classicidade sem formalismos.
Martino é um magnífico paradoxo: um nome que vem do deus da guerra mas que todos associam ao gesto mais terno, o manto partido ao meio para aquecer um pobre. Nesta contradição está todo o seu caráter. Há a fibra do guerreiro, a coragem, a lealdade, a capacidade de estar na linha da frente; mas é uma coragem posta ao serviço dos outros, uma força que escolhe proteger em vez de conquistar. Martino é o cavaleiro bom, aquele que combate apenas pelas causas justas.
Quem leva este nome imagina-se generoso por natureza, incapaz de vir as costas a quem precisa, com um senso de justiça que é quase um instinto. É leal até ao fim com os amigos e a família, dessa lealdade sólida e calorosa que não conhece cálculos. O final doce do nome, e os diminutivos Tino e Martì, denunciam também um lado afetuoso, espirituoso, bonachão: Martino sabe pôr alegria e desdramatizar, sem perder a sua seriedade de fundo.
Geracionalmente, o nome vive hoje uma segunda juventude entre as crianças italianas, e não por acaso: une o fascínio das tradições camponesas e das festas de São Martinho a uma frescura moderníssima. Evoca o vinho novo, os mantos e o calor inesperado de novembro, mas também figuras altíssimas como o pacificador Papa Martino V ou, na forma inglesa, um gigante como Martin Luther King. Daí resulta o retrato de uma pessoa estável e fiável, com os pés no chão e o coração grande, capaz de gestos que ficam. Martino é quem, sem muitas palavras, pega no seu manto e o divide: a generosidade feita nome.
Retrato lúdico, para levar com um sorriso.
Martino não procura o amor, conquista-o como uma batalha estratégica. A sua natureza marcial traduz-se numa paixão ferrea, intensa e direta. Não ama com laços, mas com a presença física de quem toma o comando. A sua sedução é uma arma afiada: olhar fixo, voz firme, uma energia que te envolve sem aviso prévio, deixando-te sem fôlego. É atraído pela audácia, por quem não se rende facilmente, por um espírito que possa ser par da sua força interior. No entanto, a sua lealdade é absoluta uma vez escolhida a meta. A traição é o único vício que não perdoa, pois vai contra o código de honra que o guia. Com o tempo, a sua impaciência guerreira pode transformar-se em cansaço; odeia a indeterminação e as comunicações em falta. Procura uma aliada, não uma espectadora. Quando ama, fá-lo com a devoção de quem se consagrou a uma causa sagrada: total, inexorável e profunda.
É de origem latina, do nome Martinus ligado ao deus Marte; deve a sua difusão sobretudo a São Martinho de Tours.
Significa 'dedicado a Marte', o deus da guerra, e por extensão 'guerreiro'.
A 11 de novembro, festa de São Martinho de Tours.
É o período de clima ameno e soalheiro que muitas vezes ocorre a meados de novembro, por volta do dia 11, dia do santo.
Sim, em Itália Martino voltou muito à moda e está entre os nomes masculinos mais escolhidos nos últimos anos.
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