Significado: favorável, afortunada, feliz.
Faustina é um nome luminoso já no seu significado: do latim faustus, «propício, afortunado, feliz», um presságio de boa sorte gravado na própria sonoridade. É o feminino de Faustino, e tem raízes profundas na Roma imperial: duas imperatrizes, Faustina Maior e Menor, esposas de Antonino Pio e de Marco Aurélio, levaram o seu esplendor, aparecendo em moedas e templos.
No plano cristão, a referência mais célebre é Santa Faustina Kowalska, a humilde freira polaca apóstola da Divina Misericórdia, canonizada em 2000 e lembrada em 5 de outubro. Na Itália, o nome tem também um sabor setecentista e melodramático, graças a Faustina Bordoni, a célebre soprano veneziana. Hoje, Faustina é raro e vagamente aristocrático, um nome retrô de fascínio latino e augural: elegante, solar, com aquele toque de sorte prometida desde o berço.
Faustina nasce sob uma boa estrela, e o seu significado o declara abertamente: «a afortunada, a feliz». Quem leva este nome parece frequentemente irradiar uma solaridade natural, um otimismo de fundo que contagia e que, como uma profecia que se auto-realiza, acaba por atrair realmente oportunidades e simpatias. Há em Faustina uma elegância clássica, quase imperial, que lembra as nobres matronas romanas das quais o nome descende: porte altivo, gosto pela beleza, uma certa consciência do seu valor que nunca desce à arrogância. Ao mesmo tempo, a referência a Santa Faustina Kowalska adiciona uma nota de doçura e de profunda humanidade, o traço de quem sabe ser misericordioso, generoso, atento aos outros. Faustina une assim luz exterior e calor interior: é sociável, calorosa, capaz de colocar os outros à vontade, mas também guarda uma vida interior rica e uma sensibilidade que a torna empática e intuitiva. Tem talento e ambição, e como a grande soprano Bordoni não teme o palco: ama expressar-se, brilhar, deixar marca com graça. Mas não é daquelas que pisam os outros para emergir; prefere vencer com o sorriso e com a qualidade. Pode ter algumas pretensões e um toque de orgulho, mas a sua sorte é precisamente a capacidade de transformar as dificuldades em oportunidades, de se levantar com leveza. Fiel nos sentimentos, protetora com os seus queridos, Faustina leva por onde quer que vá um ar de bom presságio, como um talismã vivo. Num nome hoje raro e precioso, encerra todo um programa de vida: cultivar a felicidade e, generosamente, distribuí-la.
Retrato lúdico, para levar com um sorriso.
Faustina não procura o amor, acolhe-o como um dom do destino, um presságio de bem que se manifesta com a doçura de uma manhã de outubro. A sua sedução é um ato de graça natural, um sorriso que promete estabilidade e aquela fortuna rara que todos desejam. Não precisa de jogos obscuros; o seu fascínio reside na capacidade de fazer o outro sentir-se protegido, favorecido, no centro de um universo onde tudo parece proceder da melhor forma. Apaixona-se por quem sabe reconhecer a sua essência benevolente, por quem oferece lealdade sem reservas. No entanto, a sua natureza de "feliz" torna-a intolerante ao drama gratuito e à negatividade estéril. Uma vez que o encanto da serenidade se quebra, ou que o outro se revela caótico e infausto, Faustina retira-se com uma dignidade silenciosa. Não pune, simplesmente afasta-se, devolvendo ao vento o que não estava destinado a ficar, guardando o seu coração para quem sabe ser, verdadeiramente, o seu final feliz.
«Favoreável, afortunada, feliz», do latim faustus.
Latina: é o feminino de Faustino, do cognomen Faustinus ligado a faustus.
Em 5 de outubro, por Santa Faustina Kowalska, apóstola da Divina Misericórdia.
Faustina Maior e Faustina Menor, esposas dos imperadores Antonino Pio e Marco Aurélio.
Não, na Itália é raro e tem um tom clássico e requintado.
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