Significado: de natureza nobre.
Alice deriva do germânico Adalheidis — adal, «nobre», e heid, «natureza» — através do francês antigo Aalis. A sua festa, a 16 de dezembro, liga-a a santa Adelaide, imperatriz do Sacro Império Romano no século X, de quem Alice não é mais do que uma forma abreviada e suavizada pelos séculos.
Mas é impossível evocar este nome sem pensar em Alice no País das Maravilhas: desde Lewis Carroll (1865), Alice é a criança curiosa que segue o Coelho Branco, símbolo de imaginação e de maravilha. Esta associação impregna duradouramente o nome de um aura de conto de fadas e travessura.
Clássico aristocrático no século XIX, caiu em desuso, depois regressou triunfalmente desde os anos 2000, quando figura regularmente nos top dos nascimentos, Alice conquista pela sua elegância límpida e internacional. Curto, claro, chic, atravessa as línguas sem se deformar. Hoje é percebido como o nome de uma menina viva e sonhadora, ao mesmo tempo refinada e cheia de fantasia.
Alice tem um pé na realidade e o outro do outro lado do espelho. A sua fantasia, levada ao máximo, faz dela uma sonhadora inveterada, uma curiosa que faz mil perguntas e segue de bom grado o primeiro Coelho Branco que passa. Como a heroína de Carroll que lhe está costurada por baixo, mistura inocência e audácia: explora, experimenta, maravilha-se, e não recua quando se trata de partir para a aventura.
A sua energia e a sua independência bem marcadas tornam-na autónoma e viva; Alice não gosta que lhe segurem a mão por demasiado tempo. Tem carácter, uma pequena centelha de malícia, e aquela elegância natural herdada da sua etimologia nobre — algo de aristocrático que aflora por baixo da espontaneidade. A sua sensibilidade autêntica torna-a recetiva à beleza, às atmosferas, aos detalhes que os outros não veem.
Mas Alice não é apenas uma cabeça nas nuvens: a sua ambição e a sua diplomacia equilibradas dão-lhe os meios para os seus sonhos. Sabe encantar, negociar, mover as suas peças com graça. A sua estabilidade, mais moderada, traduz aquele gosto pela mudança, aquela impaciência alegre que a empurra sempre para a próxima descoberta. Em si cruzam-se a aura das Alices pioneiras — a primeira cineasta Alice Guy, a finura de uma Alice Munro. Nome chic e atemporal que voltou com força, confere-lhe um fascínio ao mesmo tempo vintage e resolutamente moderno. Em síntese: uma exploradora refinada e maliciosa, nunca totalmente onde se espera.
Retrato lúdico, para levar com um sorriso.
Alice não se limita a amar; reivindica os seus direitos. Com esse coração nobre que a define, a sua abordagem é uma mistura de aristocracia de alma e doçura feroz. Não procura o jogo fácil, mas a profundidade de uma linhagem eleita. A sua sedução é silenciosa, um convite a descer aos abismos da sua natureza antiga, onde a história e a dignidade se entrelaçam. Atraem-lhe as almas que sabem honrar a palavra dada, os silêncios eloquentes, os beijos que sabem mais a eternidade do que a instante. Rejeitam-lhe as banalidades, as aparências vazias, a incapacidade de distinguir o ouro da loucura. Na cama e na vida, é exigente mas generosa, quer ser compreendida na essência, não apenas desejada na forma. Para Alice, o amor é um pacto sagrado, um refúgio contra a mediocridade do mundo. Se não estás pronto para oferecer lealdade pura e paixão sincera, melhor ficar a olhar. Ela não espera por ninguém, constrói o seu reino interior e só espera quem tenha a coragem de atravessar o limiar com respeito e fogo nos olhos.
Alice vem do germânico Adalheidis («de natureza nobre»), através do francês antigo Aalis. É uma forma contraída de Adelaide.
Alice significa «de natureza nobre».
A 16 de dezembro, em referência a santa Adelaide.
O nome existia bem antes, mas o romance de Lewis Carroll (1865) deu-lhe a sua aura de imaginação e de maravilha.
Sim, depois de um eclipse voltou com força desde os anos 2000 e figura regularmente entre os nomes femininos mais atribuídos.
A Ucy reúne o onomástico de cada nome, país a país — e a app avisa-te automaticamente no dia dos teus contactos.