Significado: dom de Deus.
Mattéo, é o sol do Mediterrâneo pousado sobre um nome bíblico. Por trás dele está Mateus, o apóstolo evangelista cujo nome hebraico significa « dom de Deus ». Mas onde Mateus exala o incenso das catedrais, Mattéo exala manjericão e roupa a secar ao vento: é a versão italiana, calorosa e cantadora, com os seus dois « t » bem marcados e o « o » final aberto.
O prenome conheceu um verdadeiro boom em França a partir dos anos 1990-2000, impulsionado por um entusiasmo pelas sonoridades transalpinas (ao lado de Enzo, Théo ou Lorenzo). Encontra-se escrito de mil maneiras — Mattéo, Matteo, Mattéio, Mathéo — sinal de um prenome de uso mais do que de tradição estrita.
Hoje, Mattéo exala uma imagem solar, expressiva e simpática. Evoca um rapaz acessível, táctil, à vontade em sociedade, que cria ambiente sem esforço. Um prenome « dolce vita » que soube manter-se fresco ao mesmo tempo que se enraíza numa longa linhagem de evangelista.
Mattéo, é o amigo que entra numa sala e faz subir a temperatura em dois graus. Humor em primeiro plano (8/10), desdobra a piada certa, o sorriso largo, e coloca os tímidos à vontade sem sequer pensar nisso. A sua energia (7/10) é contagiosa, nunca exaustiva: ele borbulha mais do que agita. Com o seu número 2 e a sua necessidade de atenção assumida (7/10), é um ser social na alma, que funciona pelo contacto, pelas refeições que se eternizam e pelas gargalhadas partilhadas.
Mas a italianidade do prenome não diz apenas a festa. Sob o charme aflora um verdadeiro calor humano: leal (8/10) e sensível (7/10), Mattéo ama os seus com força e barulho, gosta de colo, irrita-se rapidamente e perdoa tão depressa. Diplomático (7/10), detesta ver os seus amigos discutir e faria de intermediário para colar os cacos. Confiam-lhe os seus segredos, porque se sente que ele compadece de verdade.
Por trás da leveza, o enraizamento: o prenome vem de Mateus, o evangelista « dom de Deus », e Mattéo conserva desta linhagem uma generosidade quase instintiva. A sua fantasia (7/10) empurra-no para a expressão — música, cozinha, piadas, tudo o que se partilha. Filho dos anos 1990-2000, encarna esta geração solar e desinibida que fez entrar um ar de dolce vita nos prenomes franceses. Um pouco impulsivo, nunca rancoroso, sempre pronto a improvisar uma festa: Mattéo é essa presença calorosa de que se diz, no fim do dia, que nos tornou um pouco mais leves.
Retrato lúdico, para levar com um sorriso.
Mattéo ama com o peso dourado da sua etimologia: é um presente, mas um presente que exige ser desatado. Sedutor nato, não corre atrás, atrai por essa gravidade magnética proveniente da sua raiz hebraica, Mattityahou. Não seduz pela vaidade, mas pela presença, um dom de si mesmo que faz vacilar as certezas dos seus parceiros. Sensual, toca a alma antes do corpo, oferecendo um calor italiano que aquece as almas arrepiadas. No entanto, esta mesma profundidade pode tornar-se um peso. O que o cansa é a superficialidade, o jogo sem risco, a frivolidade que nega a sacralidade do vínculo. Procura a intensidade, a fusão quase religiosa. Se lhe oferecer vento, ele partirá. Se lhe oferecer sal, de verdade, de história, ele ficará. Quer ser reconhecido como uma bênção, não como uma opção. O tédio é o seu único verdadeiro pecado; a paixão, a sua única religião.
É a forma italiana (Matteo) de Mateus, de origem hebraica, francizada com um acento.
« Dom de Deus », do hebraico Mattityahou, « dom de Yahvé ».
A 21 de setembro, dia de São Mateus, o apóstolo e evangelista.
Matteo é a grafia italiana original; Mattéo é a variante francizada com acento. Ambas coexistem em França.
Foi muito em voga nos anos 1990-2000 e continua bem em uso hoje em dia.
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