Significado: pertencente à gens Émilia; o emulador.
Emiliano é um prenome de raízes romanas que soube tornar-se caloroso e popular. Vem do gentílico latino Aemilianus, ou seja, «da família Emilia», uma das linhagens patrícias mais antigas de Roma. A sua forma espanhola mais venerável é o santo Millán de la Cogolla, o eremita de La Rioja, nos mosteiros do qual foram escritos as primeiras palavras em castelhano.
Na América hispânica, o prenome adquiriu uma dimensão épica graças a Emiliano Zapata, o herói da revolução mexicana e símbolo da luta camponesa. Esta carga de rebelião nobre coexiste com a sonoridade amável e familiar do prenome, que soa ao mesmo tempo robusto e afetuoso. Nas últimas décadas, conheceu um claro renascimento da popularidade em países como o México, a Argentina e a Espanha.
Hoje, Emiliano é percebido como um prenome de carácter: clássico sem ser desusado, com um toque cativante no seu diminutivo (Emi) e um ar de vencedor reforçado por figuras como o guarda-redes «Dibu» Martínez. É a escolha daqueles que procuram a tradição com temperamento.
Emiliano carrega em si a marca gravada da *gens Aemilia*, esse sangue romano que não se contenta em ver a história passar, mas atira-se a corpo perdido nela. O seu nome, nascido do latim *aemulus*, não é um voto piedoso, mas uma injunção: ser o emulador, o rival tenaz da sua própria mediocridade. Não vive para existir, mas para superar. Arquétipo do artista amaldiçoado ou do estratega implacável, é habitado por um ideal diretor violento: a excelência pela comparação. Onde outros procuram a paz, ele procura o confronto fértil. É essa faísca que se recusa a apagar enquanto não consumir o adversário, seja ele um rival ou uma ideia preconcebida. Como dizia Stendhal sobre o seu herói, ele «quer viver». Emiliano é essa vitalidade crua, essa sede insaciável de brilhar acima dos outros, transformando cada instante numa corrida contra o relógio e contra o outro. É belo, perigoso, e irresistivelmente vivo, porque sabe que parar é morrer.
Retrato lúdico, para levar com um sorriso.
No amor, Emiliano não brinca de dama. Corteja como quem conquista um território, com uma fúria sensual que mistura admiração e provocação. É seduzido pela inteligência afiada, aquela que pode desafiá-lo, provocá-lo para melhor se deixar seduzir por sua vez. Odeia a mornidão, a rotina frouxa que sufoca a faísca. Para ele, amar é rivalizar, é tentar superar o outro no prazer como no espírito, criando uma dinâmica de fogo onde os dois parceiros se elevam pela fricção. Aborrece rapidamente a indiferença ou a passividade; precisa de um espelho que reflita a sua própria chama, mas que também a possa reacender nele. A sua sedução é direta, quase agressiva na sua franqueza, porque não suporta o subentendido covarde. Quer a alma nua, o corpo quente, e sobretudo, essa energia vital que o impulsiona a tornar-se melhor, ou a queimar.
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