Significado: que o deus Bêl proteja o rei.
Balthazar é um nome próprio real no sentido próprio. Vem do babilônico Bēl-šar-uṣur, «que o deus Bêl proteja o rei», que já se encontra na Bíblia sob a forma de Balthasar, último rei da Babilônia do Livro de Daniel. Mas é sobretudo como um dos três Reis Magos que atravessou os séculos.
A tradição cristã, fixada já no Alto Médio Idade, faz de Balthazar o rei da Arábia, frequentemente representado como o mago de pele negra, oferecendo mirra à Criança Jesus ao lado de Gaspar e Melchior. É por isso que se comemora os Balthazar a 6 de janeiro, dia da Epifania e da folhagem dos Reis. O nome próprio carrega assim todo o imaginário da estrela, da viagem e dos presentes preciosos.
Em França, Balthazar teve durante muito tempo um ar teatral e raro, antes de voltar à moda nos anos 2010 como um nome próprio original, chique e um bocado boémio. Hoje, seduz os pais em busca de um nome próprio de forte personalidade, carregado de história, de panache e de exotismo.
Balthazar nunca passa despercebido, e é bem o mínimo para um nome próprio que significa «que o deus proteja o rei» e que leva um mago coroado. Há nele um panache natural, um sentido do gesto e uma presença que fazem dele, onde quer que vá, uma figura marcante. A sua vibração em 8 confirma este temperamento de soberano: ambicioso, empreendedor, feito para visar grande e liderar projetos de envergadura.
Mas o legado dos Reis Magos sopra-lhe bem mais do que o orgulho do trono. Estes sábios vindos de longe eram antes de tudo investigadores, viajantes guiados por uma estrela, prontos a atravessar o mundo por um ideal. Balthazar tem esta alma de explorador, esta curiosidade insaciável e este gosto pelo além-mar. Odeia a rotina, gosta de aprender, descobrir, sair dos caminhos batidos, mesmo que isso surpreenda o seu entorno por escolhas audaciosas.
Dotado de um humor brilhante e de um carisma certo, sabe cativar uma assembleia e maneja voluntariamente a teatralidade. Por trás do fantástico flamboyant esconde-se no entanto um coração generoso: o mago oferecia os seus presentes mais preciosos, e Balthazar, ele também, dá sem contar àqueles que ama. A sua lealdade, uma vez adquirida, não se desmente.
Independente, um bocado boémio, não gosta que lhe ditam a sua rota e suporta mal os quadros demasiado rígidos. Precisa de espaço para desplegar a sua imaginação e o seu necessidade de liberdade. Atenção no entanto: este apetite de reconhecimento pode dar-lhe sede de holofotes. Mas quando canaliza a sua energia real, Balthazar torna-se um líder inspirador, capaz de arrastar os outros no rastro da sua própria estrela. Um rei mago moderno, em suma: sonhador e construtor ao mesmo tempo.
Retrato lúdico, para levar com um sorriso.
Balthazar não gosta de jogos efémeros; com este peso de história babilónica que lhe cola à pele, procura uma aliança, não um capricho. Seduzir para ele é um ritual de poder suave, onde a paciência substitui a urgência. Atrai o que tem substância, almas capazes de suportar o olhar intenso de um rei mago. O seu charme é esta segurança real, esta promessa de que «Bêl o protege», mas exige em retorno uma lealdade à prova de balas. O que o cansa? A leveza vazia, a superficialidade que corre sem objetivo. Quer sentido, raízes. No amor, é o guardião do limiar, exigindo uma conexão espiritual tão forte quanto carnal. Não joga ao amante chorão, constrói. Se não puder suportar o peso do seu legado milenar, deixa-o partir sem olhar para trás, pois o seu coração, como o seu nome, é feito para durar, não para brilhar e apagar.
Vem do babilônico Bēl-šar-uṣur e significa «que o deus Bêl proteja o rei».
Porque é a Epifania, dia em que se celebram os três Reis Magos, entre eles Balthazar, que vieram adorar a Criança Jesus.
Segundo a tradição cristã, um dos três Reis Magos, rei da Arábia, que ofereceu mirra a Jesus com Gaspar e Melchior.
O nome aparece na Bíblia (o rei Balthasar da Babilônia); os nomes dos Reis Magos são de uma tradição cristã posterior.
Sim, após décadas de raridade, conhece um verdadeiro renascimento desde os anos 2010, apreciado pela sua originalidade e panache.
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