Significado: « a viva », « fonte de vida », « mãe dos vivos ».
Awa é a forma ocidental-africana — muito querida no Senegal, no Mali, na Guiné — de Hawa, nome árabe de Eva, a primeira mulher segundo o Gênesis e o Corão. O seu sentido é tão vasto como luminoso: «a viva», «a mãe dos vivos», «a fonte de vida». Difícil sonhar com um programa mais belo para um nome feminino.
Doce, redondo, cantando com as suas duas sílabas abertas, Awa evoca na África Ocidental a vida, a fecundidade, mas também a paz e a doçura. Pode ser relacionado com santa Eva, padroeira da cidade de Dreux, festejada a 6 de setembro.
Levado por artistas e figuras inspiradoras do continente, Awa goza de uma imagem muito positiva: a de uma mulher radiante, generosa, profundamente viva. Curto e universal, na encruzilhada das culturas africana, árabe e bíblica, seduz hoje muito além das suas terras de origem, nomeadamente na França, onde a sua simplicidade sonora faz sucesso.
Awa, é a vida feita nome. Descendente direta da Eva das origens, «a mãe de todos os vivos», carrega nas suas duas sílabas redondas uma energia vital, calorosa, generosa. Imagina-se espontaneamente uma mulher que reúne, que nutre — no sentido próprio e figurado —, em torno de quem a casa gira. Há sol e seiva neste nome, uma capacidade para fazer crescer as coisas e as pessoas.
Esta dimensão materna e federativa não faz de Awa uma simples fada madrinha. O seu número 7, o da interioridade e da reflexão, revela um jardim secreto, uma profundidade que surpreende em alguém tão solar. Awa observa, sente, compreende o não dito; possui uma intuição fina e uma sabedoria tranquila que a tornam uma excelente confidente. Atribui-se-lhe voluntariamente esta mistura rara de vitalidade exterior e riqueza interior.
Enraizada nas culturas da África Ocidental que a adotaram, Awa encarna também valores de paz, hospitalidade e ligação. Diplomata nata, apazigua tensões, reconcilia, tece. A sua sensibilidade é grande, por vezes à flor da pele, mas sempre voltada para os outros e não para si mesma.
Leal, calorosa, dá muito e espera em troca uma afeição sincera. Como os artistas que levam este nome, tal a cantora Awa Ly, tem frequentemente uma fibra criativa e uma elegância natural, uma maneira bem sua de transformar o quotidiano em algo vivo e belo. Em suma, uma fonte de vida e doçura, ao mesmo tempo pilar do grupo e alma secreta — o tipo de presença que falta terrivelmente assim que se ausenta.
Retrato lúdico, para levar com um sorriso.
Awa não corteja, irradia. O seu nome, esta «fonte de vida» ancestral, dita uma paixão onde o erotismo é indissociável da generosidade. Não precisa de jogos: a sua presença é um convite, carnal e imediato. À aproximação, oferece uma sensualidade bruta, aquela que lembra a raiz hebraica da própria vida. Procura o homem que pode canalizar esta energia vital sem a quebrar, aquele que ousa beber do seu fluxo sem afogar a sua própria identidade. O que a fascina é a vitalidade do outro, a sua capacidade de permanecer «vivo» no sentido forte, apaixonado e inteiro. Em contrapartida, a estagnação é a sua pior inimiga. O tédio, a mornidão emocional ou a indiferença secam-na instantaneamente. Não fica onde a alma se atrofia. Para a seduzir, é preciso ser uma chama, não uma cinza. Quer ser a mãe dos momentos partilhados, mas exige em troca uma chama que nunca se apaga.
É a forma ocidental-africana de Hawa, nome árabe de Eva, a primeira mulher segundo o Gênesis e o Corão.
«A viva», «fonte de vida» ou «mãe dos vivos», do mesmo sentido que o nome Eva.
Podem ser festejadas a 6 de setembro, dia de santa Eva, por falta de santa Awa própria.
São duas formas do mesmo nome: Awa vem de Hawa (árabe), que traduz o hebraico Hawwah, ou seja, Eva.
Principalmente na África Ocidental: Senegal, Mali, Guiné, Mauritânia, onde é muito comum.
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