Rita é um nome pequeno e luminoso, nascido como forma abreviada de Margarita, cujo significado é 'pérola'. Com o tempo, tornou-se independente e hoje é carregado com orgulho próprio. Sua grande referência é Santa Rita de Cássia, a religiosa italiana venerada como advogada das causas impossíveis e desesperadas, cujo símbolo é a rosa; é celebrada em 22 de maio e é uma das devoções mais queridas da Espanha e da Hispanoamérica.
No que diz respeito à cultura, Rita brilha com luz de estrela: a porto-riquenha Rita Moreno, uma das poucas artistas EGOT, ou Rita Hayworth, a diva de Hollywood que na verdade se chamava Margarita Cansino e era filha de um bailarino de Sevilha.
De som breve e contundente, Rita tem um encanto vintage que hoje volta com força. É um nome caloroso, próximo e com caráter, que combina a ternura da pérola com a tenacidade da santa das causas impossíveis.
Rita é pequena de nome e enorme de presença. Por trás dessas duas sílabas contundentes há um caráter que combina a ternura da 'pérola' com uma tenacidade de ferro herdada de sua santa, a advogada dos impossíveis. Esse é o seu segredo: Rita não se rende. Sua estabilidade e sua lealdade marcam alto, e há nela uma constância luminosa, a de quem sustenta uma causa perdida até que deixe de sê-lo. Quando gosta de alguém ou acredita em algo, firma-se e não há quem a mova.
Sua numerologia de 3 lhe adiciona faísca: é expressiva, calorosa, com um magnetismo natural que explica por que o nome foi levado por divas do cinema e do palco, de Rita Moreno a Rita Hayworth. Rita entra numa sala e nota-se; tem graça, humor e uma sensibilidade à flor da pele que a faz vibrar com tudo, para o bem e para o mal. Não é fria nem distante: sente profundamente e transmite.
Diplomática e afetiva, tece laços com facilidade e cuida deles, embora sua necessidade de aplausos seja mais discreta — importa-lhe mais o carinho verdadeiro do que a ovação. O ar vintage do nome lhe dá um ponto encantador, de outra época, que combina maravilhosamente com um caráter moderno e resoluto.
O reverso de tanta paixão: quando algo a magoa, vive-o intensamente, e sua tenacidade pode tornar-se teimosia ou teimosia obstinada, empenhada em batalhas que talvez conviesse largar. Também tende a carregar os problemas de todos. Mas poucas pessoas dão tanto calor: Rita é a amiga que reza — ou briga — pelas suas causas impossíveis, e raramente falha o milagre.
Retrato lúdico, para levar com um sorriso.
Rita, em sua essência, é uma pérola: algo precioso, formado em silêncio sob camadas de proteção, mas que no final irradia uma luz própria. No amor, não busca o estrondo do dia, mas a intimidade da noite. Sua sedução é lenta, quase tátil; não grita, sussurra. Adora o mistério, o jogo de olhares que antecipam o inevitável, essa carícia que se sente antes de tocar. No entanto, sua fragilidade é sua maior força e seu calcanhar de Aquiles. Precisa de segurança, um refúgio onde possa baixar a guarda sem medo de ser ferida. O que a excita é a devoção constante, essa atenção detalhista que demonstra que a vê, não apenas a deseja. Mas atenção: a traição ou a frialdade apagam-na instantaneamente. Como a pérola, endurece sua casca perante a agressão. Busca um amor que seja um tesouro, não um adereço. Quem quiser conquistá-la deve entender que seu coração, como a pedra preciosa, forma-se na escuridão, mas brilha com a luz partilhada. Sem respeito, sem calma, Rita fecha-se, tornando-se inacessível, dura e distante.
'Pérola', porque é o hipocorístico de Margarita (do grego margarites).
Em 22 de maio, Santa Rita de Cássia, advogada das causas impossíveis.
Sim, nasceu como forma curta de Margarita, mas hoje usa-se plenamente como nome próprio.
É a padroeira dos impossíveis e das causas desesperadas; o seu símbolo é a rosa.
Teve o seu auge no século XX; hoje soa vintage e encantador, e está em plena recuperação.
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