Simão é a forma portuguesa de Simon, um dos nomes próprios mais antigos e enraizados da tradição bíblica. Vem do hebraico Shim'on, « aquele que escuta » ou « Deus ouviu » — um nome dado na Bíblia como sinal de uma prece atendida. Por detrás dele está São Simão o Zelote, apóstolo de Cristo, festejado com São Judas a 28 de outubro.
Em Portugal e no Brasil, Simão é um clássico intemporal, ao mesmo tempo sóbrio e nobre, passado de geração em geração. Evoca a fidelidade dos nomes próprios de apóstolos, esses valores seguros que atravessam os séculos sem jamais parecer datados. A sua pronúncia cantada, com a sua final nasal tipicamente lusófona, confere-lhe um charme particular.
Hoje, Simão seduz pelo seu equilíbrio: suficientemente clássico para tranquilizar, suficientemente raro fora do mundo lusófono para se distinguir. Um nome próprio de escuta e de solidez, que carrega bem a sua história.
Simão carrega no seu nome uma arte demasiado rara: a de escutar. « Aquele que escuta, Deus ouviu » — a etimologia hebraica desenha de imediato um temperamento atento, alguém que capta o que os outros dizem apenas a meio termo. Imagina-se Simão posado, em escuta, dotado dessa presença tranquila que convida às confidências.
Do seu padrinho, o apóstolo Simão o Zelote, herda uma bela intensidade interior: o « Zelote », é o ardente, aquele que se empenha a fundo naquilo que lhe importa. Por detrás das aparências calmas de Simão acende-se, pois, uma verdadeira chama, uma lealdade e uma convicção que não transigem. Não é homem para se agitar por nada, mas quando defende uma causa ou um ser querido, entrega-se por completo.
O nome próprio, muito português, acrescenta a este fundo um calor mediterrânico, um gosto pela família, pelos jantares que se eternizam e pela amizade fiel. O seu algarismo 3 sugere-lhe um suplemento de sociabilidade e de humor: Simão sabe também ser o animador, aquele cuja repartida alivia o ambiente. É este equilíbrio que faz o seu charme — profundidade e leveza, escuta e palavra, seriedade e explosões de riso. Sólido como um nome próprio de apóstolo, mas nunca rígido, Simão inspira confiança: sente-se que se pode apoiar nele, que cumprirá a sua palavra e que estará lá, discreto e fiel, no dia em que isso realmente importar. Uma rocha de coração terno.
Retrato lúdico, para levar com um sorriso.
Simão, este « aquele que escuta », não corre atrás da presa, ele observa, deixa-a revelar-se. No amor, a sua sedução é a de uma escuta ativa, sensual e profundamente atenta. Não força a porta, espera que o outro abra, fascinado pelo silêncio entre as palavras tanto quanto pela voz. O que o atrai é essa ressonância interior, essa cumplicidade que não grita mas vibra. Procura a alma que responde ao seu eco, aquela que compreende que o amor cala antes de falar. Pelo contrário, o ruído fútil, os jogos egoístas e as relações superficiais cansam-no instantaneamente. Foge da agitação vã. Simão quer uma conexão verdadeira, carnal e espiritual, onde cada sussurro é atendido. Ama como quem recebe uma graça: com gratidão, intensidade e uma presença total, transformando cada instante partilhado num santuário íntimo onde a alma finalmente descansa.
Simão é a forma portuguesa de Simon, derivado do hebraico Shim'on, « aquele que escuta, Deus ouviu ».
Significa « aquele que escuta » ou « Deus atendeu », em referência a uma prece ouvida na tradição bíblica.
A 28 de outubro, dia de São Simão e São Judas, dois apóstolos de Cristo.
São Simão o Zelote, um dos doze apóstolos, missionário e mártir segundo a tradição.
É um grande clássico em Portugal e no Brasil, mais raro e distintivo nos países francófonos.
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