Nazario é um nome de sabor antigo e solene, que traz consigo o eco da Terra Santa: significa de facto «originário de Nazaré», a cidade de Jesus. A sua difusão em Itália deve-se sobretudo ao culto de São Nazário, mártir evangelizador do Norte de Itália junto ao jovem Celso, cujas relíquias foram descobertas em Milão pelo próprio São Ambrósio.
No imaginário italiano, no entanto, o nome está indissociavelmente ligado a Nazario Sauro, o herói irredentista da Primeira Guerra Mundial: a ele estão dedicadas ruas, praças e navios em todo o país, tanto que hoje Nazario soa mais patriótico do que religioso. É um nome que remete ao início do século XX, a valores e sacrifício.
Menos comum entre os recém-nascidos, mantém um encanto robusto e um tanto contracorrente: quem o escolhe hoje procura um nome importante, sonoro, com uma história a contar.
Nazario carrega no sangue o peso sagrado do nazir, o consagrado, e o pó de Nazaré. Não é uma alma comum: é um artista do silêncio, um arquiteto do invisível que procura a perfeição onde os outros apenas veem caos. O seu traço dominante é uma devoção quase obsessiva, uma pureza de intenções que o torna vulnerável mas incrivelmente poderoso. Vive como um monge moderno num mundo secular, procurando a verdade para além da aparência. Como dizia Nietzsche, «quem tem um porquê para viver pode suportar quase qualquer como», e Nazario vive por esse seu vínculo ancestral com o divino. É enigmático, intuitivo, com um olhar que remexe na alma alheia sem pedir licença. Não procura aplausos, procura ressonância. A sua força reside na capacidade de transformar a dor em arte e a meditação em ação. É uma alma antiga num corpo moderno, guiada por uma bússola moral incuestionável.
Retrato lúdico, para levar com um sorriso.
No amor, Nazario não procura o jogo fácil: procura o abandono total, aquele que sabe a destino e a fogo. A sua sedução é lenta, viscosa, uma arte da presença mais do que das palavras. Olha-te como se quisesse ler a tua alma antes de te tocar. Ama com uma paixão sagrada, quase ritual, onde cada beijo é um voto e cada carícia uma oração. Mas cuidado: a sua devoção tem um preço. Não tolera a superficialidade, a frivolidade banal ou as mentiras a pequenas doses. Se te enganar, não será por tédio, mas por falta de autenticidade. Deixar-te-á com a mesma intensidade com que te amou, deixando um vazio sagrado no peito. Não é possessivo, é exigente: quer que sejas a tua versão mais verdadeira, nua e crua. Se não suportas este nível de verdade, é melhor manteres-te afastado. Nazario ama para consagrar, não para possuir.
Significa «originário de Nazaré», com uma possível nuance de «consagrado a Deus».
O onomástico celebra-se a 28 de julho, em memória dos Santos Nazário e Celso, mártires.
Do latim Nazarius, adjetivo que indica quem provém da cidade de Nazaré.
Um patriota e marinheiro istriano, herói irredentista da Primeira Guerra Mundial, que tornou célebre este nome em Itália.
Sim, a forma feminina é Nazaria, decididamente mais rara.
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