Félix nasce do latim felix, que significa 'feliz', 'afortunado' e também 'fértil'. Foi primeiro um cognome romano —o general Sila passou a chamar-se Sulla Felix— e depois um nome muito apreciado pelos cristãos, que o levaram numerosos santos e mártires. Entre eles destaca-se São Félix de Nola, presbítero do século III celebrado a 14 de janeiro.
Em Espanha e na América Latina, Félix é um nome de raiz clássica com uma sonoridade alegre e um pouco travessa. Curiosamente, o grande Lope de Vega chamava-se Félix de prenome, e no século XX tornou-se querido pelo naturalista Félix Rodríguez de la Fuente, voz inesquecível dos documentais de natureza.
Hoje, Félix é percebido como um nome simpático, luminoso e com carácter, que voltou a ganhar adeptos entre pais que procuram um clássico com encanto. O seu próprio significado —a felicidade— confere-lhe um aura otimista difícil de igualar.
Se há um nome que traz a felicidade de fábrica, é Félix: significa literalmente 'feliz, afortunado', e quem o leva costuma ter esse dom de iluminar o ambiente. O seu humor (9/10) é a sua marca, uma inteligência brilhante e desdramatizadora que transforma qualquer reunião num momento mais leve. A um Félix perdoa-se quase tudo porque quase sempre nos arranca um sorriso.
Mas não o consideres apenas um bromista. A sua fantasia (8) e a sua curiosidade empurram-no para o criativo e para o aventureiro; não em vão o nome foi levado pelo imaginativo Lope de Vega e pelo intrépido Félix Rodríguez de la Fuente, que combinava paixão, risco e ternura pela natureza. Essa mistura define bem Félix: entusiasmo contagioso (energia 7) ao serviço de projetos que lhe apaixonam, e uma sensibilidade (7) genuína para com o mundo e para com as pessoas.
É sociável, caloroso e diplomático (7): sabe agradar e tece amizades com facilidade, embora nunca por cálculo, mas sim por uma simpatia sincera. A sua ambição é moderada (5) precisamente porque para ele o sucesso mede-se em momentos desfrutados, não em troféus acumulados; prefere uma vida rica em experiências e afetos a uma carreira de cotoveladas. Sob a alegria há mais estabilidade do que aparenta (7): Félix é fiel aos seus e sabe estar nos maus momentos, embora logo procure a maneira de aliviar a pena. No fundo, encarna uma filosofia de vida inteira: a de quem decide, dia após dia, olhar para o lado luminoso. Com Félix por perto, a fortuna parece contagiar, e o sentido do seu nome —a felicidade— deixa de ser uma promessa para se tornar um hábito.
Retrato lúdico, para levar com um sorriso.
Félix não procura o caos, mas sim a abundância. O seu nome, herança latina de fertilidade e sorte, manifesta-se numa paixão que cultiva como quem semeia terra fértil: paciente, intensa e profundamente enraizada. Não é um amante de fogos-fátuos; a sua sedução é um abraço seguro, quase materno, mas carregado de uma sensualidade terrena que convida à entrega total. Atrai-se pela lealdade, essa "sorte" partilhada que constrói laços inquebrantáveis. No entanto, o seu lado afortunado tem uma sombra: a rotina. Se o relacionamento deixar de crescer, se o solo se esgotar, Félix desvanece-se com uma frieza distante. Não ama por posse, mas por florescimento. Precisa de um jardim onde o seu cuidado seja reconhecido, onde o sexo seja um ato de criação e não apenas de prazer efêmero. Quando se entedia, a sua indiferença é mais cortante do que qualquer insulto, pois sabe que perdeu a faísca vital que o mantinha presente.
É de origem latina: vem de felix, 'feliz' ou 'afortunado', e foi um sobrenome romano antes de se tornar um nome cristão.
'Feliz', 'afortunado' e também 'fértil' ou 'fecundo'.
A 14 de janeiro celebra-se São Félix de Nola; há muitos outros santos Félix espalhados pelo calendário.
Sim, o grande dramaturgo do Século de Ouro chamava-se Félix Lope de Vega e Carpio.
Sim: Felisa ou Felícia partilham a mesma raiz latina da felicidade.
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