Viviane irradia vida — e não por acaso: o nome vem do latim vivus, «vivo», via vivianus. É a forma francesa de santa Bibiana (ou Viviana), virgem e mártir romana do século IV, morta durante o reinado de Juliano, o Apóstata, e honrada por uma basílica em Roma. Celebra-se o seu dia a 2 de dezembro.
Mas Viviane deve também o seu aura à lenda arturiana: é o nome da fada, a Dama do Lago, que criou Lancelote, devolveu a espada Excalibur ao rei Artur e encantou o mago Merlin. Este duplo patrocínio — a mártir e a fada — confere ao prenome uma riqueza rara, entre fervor cristão e feitiçaria celta.
Muito em voga na França nas décadas de 1940 e 1950, levado por estrelas do cinema, Viviane tem hoje o charme deliciosamente retro dos prenomes que regressam. Doce, luminoso e feminino, evoca simultaneamente a vitalidade, a graça e um toque de magia.
Viviane cumpre bem o seu nome: «a viva». Há nela uma vitalidade contagiosa, uma energia que ilumina um espaço assim que ela entra. Sente-se solar, expressiva, dotada de um apetite pela vida que se transmite ao seu redor — o tipo de pessoa em torno da qual a vida parece sempre um pouco mais intensa.
O seu duplo legado torna-a fascinante. De um lado, santa Bibiana, a mártir romana, infunde-lhe uma coragem e uma força de convicção inesperadas: Viviane pode defender com unhas e dentes aquilo em que acredita. Do outro, a fada arturiana, a Dama do Lago, empresta-lhe uma parte de mistério, de intuição quase mágica, um charme capaz de encantar os Merlins do seu meio. Ela sabe encantar sem esforço, mas também elevar e proteger, como o padrinho de Lancelote.
O prenome tem o perfume retro dos anos 40-50, o das grandes atrizes de cinema, e isso confere-lhe uma elegância intemporal, uma teatralidade assumida. Viviane gosta de agradar, brilhar, seduzir pelo espírito tanto quanto pela aparência. Sociável e calorosa, tem gosto pelos outros e sabe fazer-se amar.
Mas cuidado em subestimá-la: por trás da aparente leveza esconde-se um temperamento de líder, independente e determinado. Viviane não gosta que se decida por ela. Sensível, por vezes suscetível, ela vibra intensamente — as alegrias como as tristezas. Fiel na amizade, generosa com o seu tempo e energia, atravessa a existência com alarde, convencida de que uma vida só vale a pena ser vivida se o for plenamente, intensamente, e com um toque de feitiçaria.
Portrait ludique, à prendre avec le sourire — notre méthodologie.
Viviane, esta chama latina encarnada, não gosta das mornezas. Investe o coração com a voracidade de uma fada arturiana e o calor bruto de uma mulher «viva». A sua sedução é um perfume acre e delicioso: ela não flerta, ela envolve. Atraiída pela autenticidade palpável, procura almas que não temam tremer, espíritos que recusem a morte social. Em contrapartida, a estagnação mata-a aos poucos. O tédio é o seu veneno, a rotina a sua inimiga jurada. Ela precisa de um parceiro que permaneça um enigma vivo, capaz de reacender a faísca diária. Para ela, amar é um ato de resistência contra a monotonia. Exige uma paixão que corra à larga, sem reservas, uma conexão onde se sente a vida a circular a todo o vapor. Se for demasiado liso, demasiado previsível, perderá esta alma ardente. Ela quer sangue, fôlego, existência pura. Sem jogos, apenas a verdade nua de uma paixão que nunca dorme.
«Viva, cheia de vida», do latim vivus.
Santa Bibiana (Viviane), virgem e mártir romana do século IV, celebrada a 2 de dezembro.
Viviane é o nome da Dama do Lago, a fada que devolveu Excalibur a Artur e encantou Merlin.
Em França, Viviane conheceu o seu auge nas décadas de 1940-1950.
Vivienne, Viviana, Bibiana, bem como a forma masculina Vivien.