Matteo é o sol do Mediterrâneo pousado sobre um nome bíblico. Por detrás dele está Mateus, o apóstolo evangelista, cujo nome hebraico significa «dom de Deus». Mas onde a versão francesa Matthieu tem aroma de incenso de catedral, Matteo tem aroma de manjericão e roupa estendida ao vento: é a versão quente e cantarina, com os seus dois r marcadamente pronunciados e o seu o final aberto.
O nome conheceu um verdadeiro boom em França a partir dos anos 1990-2000, impulsionado por um entusiasmo pelas sonoridades transalpinas (ao lado de Enzo, Théo ou Lorenzo). Pode ser escrito de mil maneiras diferentes — sinal de um nome de uso corrente mais do que de tradição rígida.
Hoje, Matteo emana uma imagem solar, expressiva e simpática. Evoca um rapaz afável, calorosamente extrovertido, à vontade na sociedade, que traz alegria sem esforço. Um nome «dolce vita» que soube manter-se fresco, enraizando-se numa longa tradição evangélica.
Mateus é o amigo que entra numa sala e faz subir a temperatura alguns graus. O humor é o seu cartão de visita: exibe a piada certa, o sorriso largo, e coloca os mais tímidos à vontade sem sequer pensar nisso. A sua energia é contagiosa, nunca cansativa: brilha mais do que se agita. É uma alma profundamente social, que se nutre do contacto com os outros, dos jantares que se prolongam e das risadas partilhadas.
Mas a italianidade do nome não conta apenas a festa. Sob o charme aflora um verdadeiro calor humano: leal e sensível, Mateus ama os seus queridos com intensidade e sem reservas, mimá-los voluntariamente, irrita-se rapidamente e perdoa tão depressa. Diplomático, detesta ver os seus amigos discutir e fará de bom grado de mediador para reparar as rupturas. Confia-se com ele, porque se percebe que a sua empatia é verdadeira.
Por detrás da leveza, há uma raiz sólida: o nome vem de Mateus, o evangelista, «dom de Deus», e Mateus conserva desta descendência uma generosidade quase instintiva. A sua fantasia leva-o à expressão — música, cozinha, piadas, tudo o que se partilha. Filho dos anos 1990-2000, encarna essa geração solar e desinibida que trouxe um ar de dolce vita aos nomes franceses. Um pouco indisciplinado, nunca rancoroso, sempre pronto a improvisar uma noite: Mateus é essa presença calorosa de que, no fim do dia, se diz que nos tornou um pouco mais leves.
Retrato lúdico, para levar com um sorriso.
Mateus carrega no coração a promessa de um dom precioso, mas na cama e na alma, o dom é uma explosão. A sua origem hebraica, filtrada através de séculos de história, confere-lhe uma aura de mistério antigo, uma sensualidade que não pede permissão, mas exige presença. Ama com uma intensidade quase física, como se cada beijo fosse um ato de gratidão pelo destino. Não procura a leveza efémera; quer enraizar-se, tocar a alma do outro com dedos impacientes. A sua natureza de «dom de Deus» traduz-se numa generosidade apaixonada: dá tudo, sem reservas, até ao último suspiro. No entanto, não tolera a banalidade. O tédio é o seu único inimigo. Apaixona-se por quem sabe olhar para além da aparência, por quem oferece um olhar profundo, cúmplices de um jogo onde a mente e o corpo dançam juntos. Mateus não se contenta: quer a eternidade no momento presente.
É a forma italiana original (Matteo), de origem hebraica, na base também da versão francesa acentuada Mattéo.
«Dom de Deus», do hebraico Mattityahu, «dom de Yahweh».
Mateus é a grafia italiana original; Mattéo é a variante francizada com acento. Em França coexistem ambas.
Foi muito em voga nos anos 1990-2000 e continua hoje bem difundido.
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